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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Comunicar Ciência (IV)


Ciência no feminino

Matilde Bensaúde nasceu em Lisboa, em 1890, filha do fundador e primeiro director do Instituto Superior Técnico. Portuguesa pioneira na investigação biológica, doutorou-se em 1918 com uma tese sobre a sexualidade de um grupo de fungos. Única mulher no grupo dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Biologia, havia de morrer em 1969.

No panorama internacional, a primeira grande mulher cientista, Marie Curie, nasceu em Varsóvia - Polónia, a 7 de Novembro de 1867, com o nome de Maria Sklodowska. Em 1891 muda o nome para Marie, a versão francesa de Maria, e a 25 de Julho de 1895 casa com Pierre Curie.

Em 1903, juntamente com o seu marido e Henri Becquerel, recebe o seu primeiro Nobel, na área da Física, com o trabalho sobre a radioactividade. Repete a proeza em 1911, já viúva, recebendo o prémio na área da Química, pelo seu trabalho no isolamento do rádio na sua forma metálica pura e por desenvolver a primeira unidade internacional de medida da radioactividade - o curie.

No dia 4 de Julho de 1934, aos 66 anos, Marie Curie morre com leucemia devido à grande exposição a radioactividade. A 21 de Abril de 1995, as suas cinzas e as do seu marido foram transladadas para o Panteão de Paris, sendo a primeira mulher lá sepultada por "mérito próprio".

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Comunicar Ciência (III)

GEORGES CUVIER

O pai da Paleontologia e da Anatomia Comparada nasceu a 23 de Agosto de 1769, em Montbéliard, e faleceu a 15 de Maio de 1832, em Paris, com o acrescento do título de Barão. Estudou em Estugarda e foi colocado como tutor de uma família nobre da Normandia, ficando longe do rebuliço da Revolução Francesa. Foi nessa terra que ganhou estatuto de naturalista, tendo sido convidado para assistente do Museu Nacional de História Natural pelo Saint-Hilaire. Foi conselheiro de Napoleão e de diferentes reis franceses.

Ao estudar as ossadas de mamutes comprovou que pertenciam a um ser vivo inexistente, tornando a extinção um facto científico. Ao estudar os esqueletos fósseis podia inferir, por exemplo a estrutura muscular necessária para mover determinado conjunto ósseo, tendo por base o que se observava nos seres vivos actuais. Assim, pode comprovar a existência de várias espécies que foram sendo extintas, e cujo estudo poderia contar-nos a história da vida na Terra.

No entanto, segundo Cuvier, as espécies extinguiam-se devido a episódios catastróficos, formando-se novos seres vivos por criacionismo - Catastrofismo. Esta concepção opunha-se à de Lamarck, que defendia que as espécies iam adquirindo novos caracteres ao longo da história, havendo uma evolução das mesmas.
Estes dois naturalistas desempenharam uma das muitas histórias de debate científico.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Comunicar Ciência (II)

DARWIN (1809 - 1882)

Charles Robert Darwin nasceu no dia 12 de Fevereiro de 1809, em Inglaterra, e morreu no dia 19 de Abril de 1882, sendo enterrado na Abadia de Westminster.

Retirado da escola onde estudava devido aos seus maus resultados, o pai, um influente médico, considerou-o a futura vergonha da família.

Numa nova tentativa, e para seguir a tradição da família, o pai mandou-o estudar na Faculdade de Medicida de Edimburgo, uma das melhores da Europa, e onde se encontrava o seu irmão. Mas além de Darwin não suportar ver sangue, considerava entediante o estudo exigido. Assim, aproveitou para passar grande parte do seu tempo na Museu da Universidade a recolher informações de animais e plantas. Desistindo de vez de medicina, o pai ficou deveres desgostoso e tratou que o filho fosse estudar para clérigo.

Depois de terminados os estudos para ser pastor, mas antes de tomar as ordens, Darwin embarcou numa viagem de perto de 5 anos (27 de Dezembro de 1831 a 2 de Outubro de 1836) a bordo no navio Beagle, que veio alterar não só o seu futuro mas o do rumo da Ciência Natural.

Relacionando toda a informação recolhida na sua viagem, em especial nas ilhas Galápagos, com trabalhos efectuados por outro naturalistas, nomeadamente Charles Lyell, ou teóricos de outras áreas, como Thomas Malthus, Darwin construíu a sua teoria evolucionista, publicada em 1859, no livro "A Origem das Espécies". Para ele, o motor da evolução das espécies é a selecção natural. Ou seja, os indivíduos com características de maior sucesso de sobrevivência no seu meio têm maior descendência, aumentando a frequência dessas características na espécie. Ao longo do tempo, o apurar das características mais eficazes pode mesmo levar a que se origine uma nova espécie.

Esta teoria trouxe algum celeuma pois o próprio Homem teria origem num apurar dos macacos, e um grande perigo para a humanidade quando Hitler tentou apurar um grupo na espécie humana.

E onde está a actualidade de Darwin?

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351081

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comunicar Ciência


Hoje inicia-se uma semana de divulgação científica. E eu sou uma divulgadora de Ciência. Bióloga e professora de Ciências Naturais. Uma cientista que não está com a mão na massa mas que se ocupa de tornar um pouco atingível o conhecimento científico aos adolescentes.

Um dos cientistas mais antigos a que me costumo referir nas minhas aulas é Eratóstenes (276 - 194 a.C.). Foi um matemático, bibliotecário e astrónomo. Nasceu em Cirene e morreu em Alexandria. E utilizo o seu exemplo para caracterizar o perfil de um cientista. Pelo menos, a meu ver, adequa-se.

Na biblioteca de Alexandria teve acesso a um papiro onde era relatado que em Syene (hoje Assuã - Egipto) às 12 h do dia 21 de Junho, dia do solstício de Verão, um poço da cidade ficava totalmente iluminado. Na mesma hora e dia, em Alexandria, as colunas projectavam uma sombra. Intrigado com esta diferença Eratóstenes foi verificar a veracidade do relato do papiro. Para este sábio tal só seria possível se a Terra fosse redonda!

No ano a seguir, no dia 21 de Junho, pelas 12 horas, mediu o ângulo da sombra em Alexandria e mandou que medissem a distância entre as duas cidades. Através destas duas informações estimou o raio da Terra.

domingo, 2 de novembro de 2008

Adivinhas


Tenho camisa e casaco, sem remendo, nem buraco, estoiro como um foguete, se alguém no lume me mete.




É uma caixinha, de bem querer, não há carpinteiro, que a saiba fazer?

sábado, 1 de novembro de 2008

Santa Marta

No dia de Todos os Santos decidi "apresentar" a Santa Marta.

Marta é-nos dada a conhecer no Novo Testamento. Irmã de Lázaro e Maria (de Magdala), recebeu algumas vezes Jesus na casa de família. A sua preocupação em que tudo na casa estivesse em ordem e que os seus hóspedes estivessem bem cuidados tornou-a a padroeira das donas de casa.

Johannes Vermeer retratou esta santa no quadro - "Cristo na casa de Maria e de Marta". Esta obra está exposta na Galeria Nacional da Escócia, em Edimburgo.