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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Comunicar Ciência (III)

GEORGES CUVIER

O pai da Paleontologia e da Anatomia Comparada nasceu a 23 de Agosto de 1769, em Montbéliard, e faleceu a 15 de Maio de 1832, em Paris, com o acrescento do título de Barão. Estudou em Estugarda e foi colocado como tutor de uma família nobre da Normandia, ficando longe do rebuliço da Revolução Francesa. Foi nessa terra que ganhou estatuto de naturalista, tendo sido convidado para assistente do Museu Nacional de História Natural pelo Saint-Hilaire. Foi conselheiro de Napoleão e de diferentes reis franceses.

Ao estudar as ossadas de mamutes comprovou que pertenciam a um ser vivo inexistente, tornando a extinção um facto científico. Ao estudar os esqueletos fósseis podia inferir, por exemplo a estrutura muscular necessária para mover determinado conjunto ósseo, tendo por base o que se observava nos seres vivos actuais. Assim, pode comprovar a existência de várias espécies que foram sendo extintas, e cujo estudo poderia contar-nos a história da vida na Terra.

No entanto, segundo Cuvier, as espécies extinguiam-se devido a episódios catastróficos, formando-se novos seres vivos por criacionismo - Catastrofismo. Esta concepção opunha-se à de Lamarck, que defendia que as espécies iam adquirindo novos caracteres ao longo da história, havendo uma evolução das mesmas.
Estes dois naturalistas desempenharam uma das muitas histórias de debate científico.

3 comentários:

apricare disse...

"tornando a extinção um facto científico" achei engraçado e pode ser muito parvo, mas nunca tinha pensado na extinção como "facto científico".. era algo "natural"?!que faz parte do bom-senso. tive uma sensacao estranha..relativizamos demasiado as coisas..nao?!

Marta Nogueira disse...

A extinção já faz parte do nosso vocabulário. Não relativizamos as coisas. O facto de ser senso-comum demonstra a evolução da Ciência. O que hoje consideramos linguagem científica e domínio dos "crânios", também um dia será "natural". ;)

apricare disse...

uau.uau.uau.