segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
2008
Passa a ser proíbido fumar em locais públicos.
Morre, aos 28 anos, o actor Heath Ledger.
O antigo presidente da Indonéssia, Suharto, morre aos 87 anos.
FEVEREIRO
Tentativa de assassinato de Ramos Horta.
Temporal em Lisboa deixa duas vítimas mortais.
MARÇO
Início das grandes manifestações dos professores.
Professora agredida na Escola Secundária Carolina Michaelis.
ABRIL
Papa visita os Estados Unidos.
Caso Fritzl descoberto na Áustria.
MAIO
Aos 73 anos, morre Sydney Pollack.
JUNHO
Protesto dos camionistas.
Papa Bento XVI inaugura ano Paulino.
Yves Saint-Laurent morre aos 71 anos.
É inaugurada a Expo 2008- Zaragoza.
JULHO
Espanha campeã de futebol da Europa.
AGOSTO
Rússia invade a Ossétia do Sul.
Avião da Spanair despista-se e incendeia-se causando a morte a 153 pessoas, em Madrid.
Jogos Olímpicos de Pequim - Michael Phelps ganha 8 medalhas de ouro em Natação. Em triatlo feminino Vanessa Fernandes ganha a medalha de prata e Nelson Évora conquista medalha de ouro em triplo salto masculino.
SETEMBRO
Morre Paul Newman, aos 83 anos.
OUTUBRO
Irrompe crise financeira.
NOVEMBRO
Maior manifestação de sempre dos professores.
Obama eleito presidente dos Estados Unidos.
DEZEMBRO
Professora agredida na escola do Cerco.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Flora
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Vida Selvagem
Martes martes
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Santa Bárbara
Como era muito bonita, Santa Bárbara teve muitos pretendentes, mas não aceitou a mão de nenhum. Por pensar que tal se devia ao viver presa numa torre, o pai deixou passear pela cidade. Foi então que se relacionou com cristãos e conheceu a vida e doutrina de Jesus. Logo se converteu e foi baptizada. Ao descobrir, o pai entregou-a às autoridades. Foi torturada e, como não abdicou da sua fé, foi condenada a morte por degolação. A caminho do local da execução cortaram-lhe os seios, tendo sido decapitada pelo próprio pai. Quando a sua cabeça rolou no chão, ressoou um enorme trovão e flamejou um imenso relâmpago que matou o pai de Santa Bárbara.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Comunicar Ciência (IV)
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Comunicar Ciência (III)
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Comunicar Ciência (II)
DARWIN (1809 - 1882)
Charles Robert Darwin nasceu no dia 12 de Fevereiro de 1809, em Inglaterra, e morreu no dia 19 de Abril de 1882, sendo enterrado na Abadia de Westminster.
Retirado da escola onde estudava devido aos seus maus resultados, o pai, um influente médico, considerou-o a futura vergonha da família.
Numa nova tentativa, e para seguir a tradição da família, o pai mandou-o estudar na Faculdade de Medicida de Edimburgo, uma das melhores da Europa, e onde se encontrava o seu irmão. Mas além de Darwin não suportar ver sangue, considerava entediante o estudo exigido. Assim, aproveitou para passar grande parte do seu tempo na Museu da Universidade a recolher informações de animais e plantas. Desistindo de vez de medicina, o pai ficou deveres desgostoso e tratou que o filho fosse estudar para clérigo.
Depois de terminados os estudos para ser pastor, mas antes de tomar as ordens, Darwin embarcou numa viagem de perto de 5 anos (27 de Dezembro de 1831 a 2 de Outubro de 1836) a bordo no navio Beagle, que veio alterar não só o seu futuro mas o do rumo da Ciência Natural.
Relacionando toda a informação recolhida na sua viagem, em especial nas ilhas Galápagos, com trabalhos efectuados por outro naturalistas, nomeadamente Charles Lyell, ou teóricos de outras áreas, como Thomas Malthus, Darwin construíu a sua teoria evolucionista, publicada em 1859, no livro "A Origem das Espécies". Para ele, o motor da evolução das espécies é a selecção natural. Ou seja, os indivíduos com características de maior sucesso de sobrevivência no seu meio têm maior descendência, aumentando a frequência dessas características na espécie. Ao longo do tempo, o apurar das características mais eficazes pode mesmo levar a que se origine uma nova espécie.
Esta teoria trouxe algum celeuma pois o próprio Homem teria origem num apurar dos macacos, e um grande perigo para a humanidade quando Hitler tentou apurar um grupo na espécie humana.
E onde está a actualidade de Darwin?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Comunicar Ciência
Um dos cientistas mais antigos a que me costumo referir nas minhas aulas é Eratóstenes (276 - 194 a.C.). Foi um matemático, bibliotecário e astrónomo. Nasceu em Cirene e morreu em Alexandria. E utilizo o seu exemplo para caracterizar o perfil de um cientista. Pelo menos, a meu ver, adequa-se.
Na biblioteca de Alexandria teve acesso a um papiro onde era relatado que em Syene (hoje Assuã - Egipto) às 12 h do dia 21 de Junho, dia do solstício de Verão, um poço da cidade ficava totalmente iluminado. Na mesma hora e dia, em Alexandria, as colunas projectavam uma sombra. Intrigado com esta diferença Eratóstenes foi verificar a veracidade do relato do papiro. Para este sábio tal só seria possível se a Terra fosse redonda!
No ano a seguir, no dia 21 de Junho, pelas 12 horas, mediu o ângulo da sombra em Alexandria e mandou que medissem a distância entre as duas cidades. Através destas duas informações estimou o raio da Terra.
domingo, 2 de novembro de 2008
Adivinhas
sábado, 1 de novembro de 2008
Santa Marta
Marta é-nos dada a conhecer no Novo Testamento. Irmã de Lázaro e Maria (de Magdala), recebeu algumas vezes Jesus na casa de família. A sua preocupação em que tudo na casa estivesse em ordem e que os seus hóspedes estivessem bem cuidados tornou-a a padroeira das donas de casa.
Johannes Vermeer retratou esta santa no quadro - "Cristo na casa de Maria e de Marta". Esta obra está exposta na Galeria Nacional da Escócia, em Edimburgo.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Prédio 03
A D.ª Lurdes! Ia tão compenetrada na lista das minhas tarefas de hoje que nem reparei que estava a passear a sua Lassie...
- Com pressa, para variar! Tenha um bom dia!
- Esta gente nova sempre a correr! Depois vêem-se pessoas da sua idade com AVC’s, paragens cardíacas... Têm de ter mais calma!
- Hei-de dizer isso ao meu patrão. Quem sabe não considere uma sobrecarga de trabalho e coloque mais funcionários! Ou então sempre me pode mandar para um lugar de criminalidade mais baixa para ver se está mais de acordo com as minhas exigências...
E segui caminho.
Devia ser mais parecida com a minha vizinha do lado. Não dar conversa a ninguém. Aliás, às vezes pergunto-me se ela não será muda!
O vizinho do terceiro andar. Hoje apanho todos!! E que estranho, a dirigir-se para o metro. Deve ter sido por causa da última subida dos preços da gasolina. Converteu-se aos transportes públicos. Com um bocado de sorte não me vê...
- Bom dia! Pela pressa deve ir atrasada.
- Obrigada por mo recordar!
- Mas o metro não vai andar mais depressa. Pode-se acalmar que acabou de partir um comboio e temos de esperar pelo próximo. Por isso podemos ir calmamente.
- Para quem anda pouco de metro até que está bem informado.
- Observo, apenas.
- Pensava que era economista.
- E sou! Não percebi...
- A observação é própria do espírito científico e não do capitalista.
- Está a querer afirmar que apenas os cientistas têm o dom supremo de saber observar o meio que os envolve e conhecê-lo.
- Não. Não o quis dizer. Mas neles é algo inato. Próprio. A observação e a curiosidade pelo que os rodeia é natural. Mas a observação é também desenvolvida noutras profissões. Eu, por exemplo, tenho de observar a reacção das testemunhas e dos meus clientes para me certificar do caminho a seguir na investigação ou na audiência.
- E eu?
- O vizinho tem de observar os índices económicos, estar a par da nossa realidade financeira e até social, q. b., mas a observação das pessoas, do meio natural que o rodeia não lhe é necessária.
- E como não me é necessária, segundo a vizinha, não desenvolvi o suficiente a minha capacidade de observar e tirar ilações do que vejo. Mas a verdade é que pudemos ir calmamente até ao patamar e ainda esperamos um pouco pelo metro.
- A capacidade de observar não é exclusiva. Até os cegos conseguem observar o que os rodeia, uma vez que retiram informações que lhes são necessárias, como o número de degraus de saída de uma qualquer estação de metro. Mas a observação tem de ser organizada, focada e intencional para retirarmos informações. E nisso os cientistas estão mais treinados. Ou qualquer outro investigador, claro.
- Então, dado que não sou profissional da observação, tenho desculpa para estar admirado pelo seu espírito filosófico. Achava-a mais corriqueira.
- Por alguma razão em particular?
- Não a vejo preocupada em estar informada pela actualidade. Nunca a vi com um jornal ou livro. Apenas com sacos de mercearia, roupa... ou os seus processos de trabalho. E também as pessoas que costumam frequentar a sua casa não me parecem muito intelectuais.
- Dado que a deslocação vertical no nosso prédio é, essencialmente, feita no elevador, como sabe que pessoas frequentam a minha casa? E com a frequência com que nos encontramos na entrada ou no elevador como pode tecer tal imagem de mim? Actualmente os prédios são locais anónimos. Cada indivíduo vive no seu andar e desloca-se no interior do prédio através do elevador, local fechado. Uns entram directamente com o carro na garagem, outros têm o seu acesso normal pela entrada. Raramente há cruzamentos.
- Estou a ver que não conhece a realidade do seu prédio! Das pessoas que vivem ao pé de si. Vive no seu canto e tudo o resto lhe passa à margem.
- Todo o resto não me diz respeito.
- Será? E se for vizinha de um homicida? Ou de um simples ladrão? Não lhe diz respeito? Ou se o seu vizinho debaixo é cardíaco e assusta-se com estrondos injustificados a meio da noite?
- Se o meu vizinho for homicida, não é da minha conta. Se matou alguém já pagou pelo seu crime e eu não tenho que o julgar. Se não pagou, então a polícia que o prenda. É essa a sua função. Como pode ver, não é da minha conta.
- Quando aparecer de pescoço cortado não me venha dizer que não é da sua conta!
- Está-me a obrigar a investigar o cadastro dos meus vizinhos?
- Não. Apenas a chamar a atenção para a importância de conhecer quem a rodeia. Eis a minha estação. E não se preocupe. Tanto quanto me é possível saber não temos nenhum perigo eminente nos habitantes do número vinte e dois da Rua dos Alegres.
- Obrigada pelo sossego que imprimiu ao resto do meu dia!
- Não tem de quê!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Acordar
Mas pior é quem tem indisposições físicas. Foi-me possível "angustiar" com questões existenciais porque não tive outras prioritárias, como vomitar...
Um experiência que se não tiver de repetir, agradeço...
domingo, 12 de outubro de 2008
Predio 02
Espreguiço-me. As melhores coisas num sábado de manhã é não ter de ouvir a campainha do despertador a ordenar o início do ritmo frenético de mais um dia de trabalho. Estico os braços e observo as manchas claras que os raios de sol provocam ao atravessarem o estore semi fechado. Quando comprar os cortinados não haverá tanta claridade, mas cada coisa a seu tempo. O dinheiro tem de ser distribuído pelas diferentes necessidades da casa. E os cortinados não são o mais prioritário. De qualquer maneira, já encontrei os adequados na loja de decoração junto à Conservatória.
No andar de cima oiço as rodas do carrinho do Mateus. Pobres pais! Há seis meses que não sabem o que é ter uma noite sossegada. E já é sorte quando a podem passar toda em casa, sem ser necessário acalmar o menino num passeio de jipe. Se algum dia tiver um filho com tamanha mania vai ter que se contentar com um Fiat Punto. Se quiser passear em bancos mais confortáveis terá de esperar pelos seus próprios rendimentos. Mas o melhor mesmo é que se habitue a dormir descansado na sua caminha.
E já estou a divagar... O melhor mesmo é deixar os cuidados parentais para a Rita e o Carlos, e aproveitar o meu sossego. Vou preparar o meu pequeno-almoço, mas antes tenho de ir à padaria buscar pãozinho fresco. O meu luxo de sábado de manhã.
Onze horas.
A Cristina ia com a Ticha à meia-maratona feminina. Depois vem-me apanhar para comprarmos a prenda para os pais do João e do Vasco. Hoje fazem 35 anos de casados. Devo dizer que as comemorações de aniversários de casamento são algo que me deixam fascinada. Principalmente as bodas de ouro. Como é possível fazer durar tanto uma relação? Tenho que começar a analisar os casos de sucesso e insucesso que conheço para tentar descobrir os segredos, se é que os há!
Um jipe Volvo a sair da garagem do prédio! A última vez que lá fui buscar o meu Punto (há duas semana?!) não vi aquele nível! Por isso é que o Mateus não se cala. Eu também não me calaria! E o vizinho do terceiro andar também vai entrar.
- Bom dia!
- Bom dia, como está? – pergunto, educadamente.
- Bem, obrigado. E pronto para aproveitar este primaveril sábado de Janeiro! Já leu o jornal de hoje?
- Não. Fui apenas à padaria. Ainda estou alheia à realidade do mundo actual.
Estamos à espera do elevador vermelho. É uma das poucas coisas que não gosto neste prédio. Eu sei que a nossa bandeira é maioritariamente cor de sangue e que esta é também a cor do clube que apoio, mas num elevador dá-me a sensação de catástrofe.
- Os combustíveis vão voltar a subir.
- Outra vez?
- A notícia de destaque é que houve um sismo na Península Arábica que atingiu algumas explorações petrolíferas. A consequência evidente é a subida do barril de petróleo. Bem faz a vizinha que dá pouco uso ao seu carro! Cheguei. Bom fim-de-semana!
- Obrigada, igualmente.
Eu ainda subo mais três andares. Os árabes preocupados em tirar pessoas doas escombros e eu preocupada com o que irei comprar para os meus “sogros”. Por muito que sinta a perda daquelas pessoas, a verdade é que não me toca na pele. Posso fazer uma transferência para ajudar as vítimas, mas não me afecta a vida. E o pensamento foge sempre para o ainda bem que ainda não foi desta que a nossa terra lhe deu para tremer. Têm ocorrido uns pequenos abalos o que, segundo os especialistas, é bom sinal pois liberta alguma da tensão interna, evitando a acumulação de energia.
Leite quente com café e pão fresco com manteiga! E raios de Sol a entrar pela janela e a baterem-me no corpo.
Pôr a máquina da loiça a trabalhar, arrumar o quarto, dar uma volta à roupa para ligar também a máquina da roupa. Segunda é dia da D.ª Rosa passar a ferro e tenho de ter a roupa lavada e seca para lhe deixar trabalho. E hoje não tenho de cozinhar! Ainda bem. Não me apetecia. Gosto de cozinhar quando estou inspirada. Considero que saber cozinhar é uma arte. Aqui não se trabalha com cores ou texturas mas com cheiros e paladares. E é preciso saber conciliá-los. Ou o prato não é muito apetitoso...
É nas alturas que ando em casa de um lado para o outro que compreendo a vantagem daquelas colunas na casa toda. Assim tinha sempre a música no mesmo volume e escusava de a ter tão alta na sala!
A pilha de trabalho que está na secretária! Mas estou de fim-de-semana. Não trabalho. Tenho de resistir. Vou tomar um duche rápido. É uma da tarde e a Cristina deve estar a chegar. O que havemos de comprar...
A galeria 21 tinha uns quadros alegres, cheios de cor que ficam bem numa casa de praia. E a sala da casa deles do Algarve está um bocado despida. Parece-me um bom começo... e fim também, a não ser que a outra tenha uma ideia melhor. Isto de namorarmos irmãos transforma-nos, de repente, em grandes amigas! Bem, a D.ª Lurdes do primeiro andar também acha que por vivermos no mesmo prédio somos todos uma grande família. Mas os bombons do Natal até que souberam muito bem!
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Objectivos...
Por exemplo, os comerciais têm que atingir metas de venda para terem sucesso. Por exemplo, um comercial num stand de automóveis tem de vender 5 carros por mês. O que tem de fazer é florear o produto para convencer da boa compra que o indivíduo vai fazer. Se enfiar um barrete a alguma pessoa, não faz mal. O que interessa é a sua meta.
Mais áreas profissionais há que têm objectivos a atingir. Não os conheço todos. Mas vejam as consequências que isso pode ter num professor.
Imaginem que têm um filho a estudar na turma X. A turma têm vinte e sete alunos, dois com necessidades educativas especiais, quatro com repetência, e um aluno que provoca distúrbios nas aulas. Têm uma percentagem de sucesso (níveis superiores a dois) de 70%, mas o objectivo estabelecido para a disciplina é de 85%. Expliquem-me como vai um professor conseguir concretizar a meta que lhe é imposta?
Pois... Pintando o carro como maravilhoso. Concordam? É isso que querem para os vossos filhos, sobrinhos, crianças? Então entrem nesta luta ou quem perde não são os profissionais de educação mas as crianças deste país.
E é isto que me assusta e espanta! Toda a gente está impávida e serena a observar a educação a ruir e não faz nada. E nós somos os maus da fita!!! Nós não queremos faltar mais, não queremos ter mais férias que ninguém, não queremos ter condições de trabalho diferentes. Apenas queremos desenvolver o nosso trabalho com qualidade e garantido um dos direitos consagrados na Constituição: o direito à educação e igualdade de oportunidades.
Depois não se queixem.
domingo, 5 de outubro de 2008
Dia Mundial do Professor
(...) vontade de estabelecer pontes com os colegas, de unir esforços com os funcionários e de aprender com os alunos de amanhã. Cativar e ser cativado. A riqueza humana do ser professor.
(...) Com a experiência vem muito conhecimento, cada dia que passa são mais conhecimentos que se adquirem. O acto reflexivo do ser professor.
(...) As realidades da escola são muito variadas, e o estudo, por muito completo que seja, nunca poderá abarcar a sua totalidade. É este o encanto do ser professor.
(...) O avaliar o trabalho de outro, de forma justa e conhecedora. O motivar os alunos para a aprendizagem. O gerir a disciplina na sala de aula. O lidar com as diferenças de cada indivíduo, compreende-las e respeitá-las. São as dificuldades, as barreiras que se erguem. Ultrapassá-las, é o desafio do ser professor.
No dia-a-dia do professor, não há tempo para pensar. As situações exigem reacções rápidas e atitudes certeiras. As decisões que se tomam podem afectar, de forma irreversível, o rumo a seguir. É a dúvida do ser professor. As más decisões devem ser encaradas como forma de crescer saudável e autoconsciente, e meio de aprendizagem para novas situações. A coragem de ser professor.
Por tudo isto, e muito mais, o ser educador é uma tarefa quimérica, onde em todos os passos tentamos alcançar a perfeição que nos escapa. No entanto, fica a esperança de a nossa presença não ter sido vã, do facto de marcarmos a diferença. O sonho, que comanda a vida, do ser professor.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Prédio 01
O mais estranho é que por mil voltas que tenha dado a este jardim, nunca encontrei qualquer árvore de fruto, principalmente pessegueiros… Já perguntei a um grupo de idosos que por lá costuma passar as tardes, sentado à volta de uma mesa de granito, baralhando e discutindo no intervalo das suecadas, a origem do nome daquele espaço, salvaguardado pelo esquecimento das imobiliárias. Explicaram-me que noutros tempos, quando em miúdos ocupavam as clareiras para chutarem bolas de farrapos, havia ali uma pequena feira de frutas e legumes onde havia uma família, os Pessegueiros, que vendiam o que colhiam no seu pomar dos subúrbios. E a fruta era tão doce que só uma simbiose entre árvores e abelhas podiam ter resultados tão divinais. Depois, os pais ficaram velhos para continuarem a tratar da quinta e os filhos seguiram outra vida. Nunca mais houve fruta tão doce, mas o local ficou miticamente ligado àquelas iguarias. A quinta, essa, era agora local de mais um shopping.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O que a preguiça inventa!
Constróem carreiras sólidas, casas de qualidade e uma família forte. Enchem a casa só com o melhor, com veludo para se sentirem quentes.
E eu que dizia que, agora com os cortinados e os candeeiros achava o meu quarto vazio com as paredes nuas. Aí está a solução!! Forrar as paredes de veludo. Mas não de vermelho como a madre do Convento de Odivelas!!
Eu sei, baboseiras, mas é só mesmo para escrever alguma coisa... ;)
Sim, sim... A tese... Mas assim relaxa-se!!! Até descobri a zodíaco do beijo, ou como lá é aquilo!! E tem-se que investigar a imaginação alheia para criar parâmetros!!
Inté!!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Electricista!!
Assim, algumas tarefas, como arranjar o motor do carro ou andar fazer furos nas parede, considero-as alheias. Alguém, mais prendado que eu poderá fazê-las. Um bom exemplo é também o de electricista. Claro que estudei os circuitos eléctricos em F.Q. e em Física, já na faculdade, mas o saber empírito deixei-o sempre para quem gosta de apurar o sentido prático das coisas. Até hoje...
Hoje decidi que havia de ter luz no tecto do escritório provisório. Cansei-me de esperar por disponibilidades para algo que me é necessário. Por isso, como quem quer a bolota, trepa, peguei no busca-pólos, e toca a colocar o casquilho. Não sei como se faz a escolha dos fios, sei que apanhei um choque e por isso fiquei logo consciente da posição correcta dos fios. E "dei à luz". Da eléctrica.
Superei-me. Agora se trocam a cor aos fios ou a posição dos parafusos dos casquilhos, já não sei outra vez... E terei de partir novamente à descoberta...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O tempo em que vivemos...
Na terça, depois de estacionar o carro para ir para o ensaio, apareceu-me um rapaz, dos seus 16 a 17 anos, talvez, a chorar, a dizer que estava perdido e a perguntar-me onde estava. Respondi-lhe. Em seguida disse que queria ir para o metro e que não sabia onde estava nem como ir para a estação, que o telemóvel estava bloqueado por qualquer coisa da polícia que não entendi. Sorri-lhe e disse para não se preocupar. Era fácil chegar à estação de metro, ainda por cima era sempre a descer. Expliquei-lhe o caminho e voltei a sublinhar que não precisava de estar chorar nem de se preocupar. Era fácil. O rapaz acalmou-se e seguiu as indicações que lhe dei.
Para mim só pensava - que ridículo, levava em dois minutos o miúdo ao metro. Era só ligar o carro e ir lá num instante!! Mas não posso. Não sei se não terá nenhuma arma branca com ele ou se tem alguém em algum lado a tomar conta da ocorrência.
Que ridículo!!! Pego no meu (da Kats! ;)) telemóvel e empresto-lhe para telefonar a quem quiser. E depois ele foge com ele...
O nosso tempo faz-nos perder o que temos de melhor em nós. Mas sim, é verdade. Falei com ele. Não fugi. Até quando?
Sumariando
Sumariando. Não é isso que se pretende fazer?