Muita é a polémica ao redor da avaliação de professores. Há quem esteja totalmente a favor que este modelo siga avante pois as outras áreas profissionais também assim laboram, outros, os profissionais de educação, são contra. Eu pertenço a estes últimos. Ora vejamos.
Por exemplo, os comerciais têm que atingir metas de venda para terem sucesso. Por exemplo, um comercial num stand de automóveis tem de vender 5 carros por mês. O que tem de fazer é florear o produto para convencer da boa compra que o indivíduo vai fazer. Se enfiar um barrete a alguma pessoa, não faz mal. O que interessa é a sua meta.
Mais áreas profissionais há que têm objectivos a atingir. Não os conheço todos. Mas vejam as consequências que isso pode ter num professor.
Imaginem que têm um filho a estudar na turma X. A turma têm vinte e sete alunos, dois com necessidades educativas especiais, quatro com repetência, e um aluno que provoca distúrbios nas aulas. Têm uma percentagem de sucesso (níveis superiores a dois) de 70%, mas o objectivo estabelecido para a disciplina é de 85%. Expliquem-me como vai um professor conseguir concretizar a meta que lhe é imposta?
Pois... Pintando o carro como maravilhoso. Concordam? É isso que querem para os vossos filhos, sobrinhos, crianças? Então entrem nesta luta ou quem perde não são os profissionais de educação mas as crianças deste país.
E é isto que me assusta e espanta! Toda a gente está impávida e serena a observar a educação a ruir e não faz nada. E nós somos os maus da fita!!! Nós não queremos faltar mais, não queremos ter mais férias que ninguém, não queremos ter condições de trabalho diferentes. Apenas queremos desenvolver o nosso trabalho com qualidade e garantido um dos direitos consagrados na Constituição: o direito à educação e igualdade de oportunidades.
Depois não se queixem.
Por exemplo, os comerciais têm que atingir metas de venda para terem sucesso. Por exemplo, um comercial num stand de automóveis tem de vender 5 carros por mês. O que tem de fazer é florear o produto para convencer da boa compra que o indivíduo vai fazer. Se enfiar um barrete a alguma pessoa, não faz mal. O que interessa é a sua meta.
Mais áreas profissionais há que têm objectivos a atingir. Não os conheço todos. Mas vejam as consequências que isso pode ter num professor.
Imaginem que têm um filho a estudar na turma X. A turma têm vinte e sete alunos, dois com necessidades educativas especiais, quatro com repetência, e um aluno que provoca distúrbios nas aulas. Têm uma percentagem de sucesso (níveis superiores a dois) de 70%, mas o objectivo estabelecido para a disciplina é de 85%. Expliquem-me como vai um professor conseguir concretizar a meta que lhe é imposta?
Pois... Pintando o carro como maravilhoso. Concordam? É isso que querem para os vossos filhos, sobrinhos, crianças? Então entrem nesta luta ou quem perde não são os profissionais de educação mas as crianças deste país.
E é isto que me assusta e espanta! Toda a gente está impávida e serena a observar a educação a ruir e não faz nada. E nós somos os maus da fita!!! Nós não queremos faltar mais, não queremos ter mais férias que ninguém, não queremos ter condições de trabalho diferentes. Apenas queremos desenvolver o nosso trabalho com qualidade e garantido um dos direitos consagrados na Constituição: o direito à educação e igualdade de oportunidades.
Depois não se queixem.
1 comentário:
tudo deve ser enquadrado.rigor na generalizacao e na particularizacao.para o bem de todos.para o futuro de todos
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